Eu tenho doze anos de jiu-jitsu e doze anos de bagagem, na vida e no tatame. Comecei jovem, com o sonho de ser campeão mundial. No caminho trabalhei, dei aula, formei alunos e aprendi que faixa não se ganha só competindo: se ganha aparecendo todo dia. Hoje eu sei exatamente quem eu sou no tatame, e é por isso que este é o melhor momento para compartilhar a minha história.
Neste ano voltei a competir, de faixa marrom, e subi no pódio do Sul-Brasileiro. Não foi estreia de quem está testando: foi a confirmação de quem está pronto. O sonho de jovem virou plano de adulto, com calendário, orçamento e data: o Mundial da IBJJF, em Long Beach, em maio de 2027.
Meu jiu-jitsu é para frente, buscando a finalização. Treino às seis da manhã, antes do expediente, dou aula na Bob's Team, em Novo Hamburgo, e escrevo cada treino num caderno: com quem lutei, o que passou, o que preciso corrigir. Um faixa marrom pronto para qualquer campeonato não promete medalha. Promete estar lá, preparado, em todos eles. E é isso que eu vou mostrar, luta por luta, até o Mundial.